Arte e Memória: Pintando Histórias de Areia

Dando continuidade às ações do Memorial da Solidariedade, projeto criado com recursos do ICMS Cultural da Paraíba, por intermédio do Mix Mateus, o Engenho Triunfo, em Areia, promoveu uma oficina de arte voltada para estudantes do município.

Com o tema “Arte e Memória: Pintando Histórias de Areia”, a atividade reuniu alunos da Escola Municipal José Américo de Almeida e do Colégio Santa Rita, em dois turnos, no espaço do Memorial da Solidariedade. A proposta foi aproximar os estudantes da arte e da memória, usando como inspiração a história do Engenho Triunfo.

O Memorial da Solidariedade nasceu a partir da necessidade de preservar e apresentar parte da história do Engenho Triunfo após o incêndio que atingiu o local em março de 2024. Objetos que foram resgatados do incêndio ganharam um espaço próprio para serem apresentados ao público. O memorial foi idealizado justamente como uma forma de dar visibilidade a esse processo de recuperação e, ao mesmo tempo, preservar as lembranças relacionadas à trajetória do engenho, feita de desafios e vitórias. 

A oficina foi conduzida pelo artista plástico João Carlos Oliveira, que iniciou a atividade apresentando aos estudantes a história do Engenho Triunfo, desde a concepção do empreendimento pelo casal Antônio Augusto e Maria Júlia Baracho até a transformação do local em uma estrutura que vai além da produção da Cachaça Triunfo, tornando-se também espaço para eventos e manifestações culturais com projeção estadual.

Os alunos também assistiram a um vídeo sobre a história da arte e receberam materiais para desenhar e pintar. A partir do que conheceram sobre o Engenho Triunfo e sua trajetória, foram estimulados a criar livremente, transformando suas percepções em desenhos e pinturas.

“Quando a gente fala de memória, não está falando apenas de objetos antigos. Estamos falando de histórias, de pessoas e de sentimentos. A proposta da oficina foi fazer com que os estudantes conhecessem a história do Engenho Triunfo e, a partir dela, tivessem liberdade para criar. A arte é uma maneira muito bonita de transformar aquilo que a gente conhece em uma nova memória”, destacou o artista plástico João Carlos Oliveira.

Para a diretora executiva do projeto, Maria Júlia Baracho, a oficina amplia a função do Memorial da Solidariedade, transformando o espaço também em ambiente de educação, criação e contato das novas gerações com a história local.

O Memorial nasceu de uma dor, que foi o incêndio, mas também de uma decisão de preservar e ressignificar aquilo que conseguimos recuperar. Hoje, ver estudantes dentro desse espaço, conhecendo essa história e transformando essa memória em arte, mostra que o memorial pode ir muito além da exposição de objetos. Ele pode ser um lugar vivo, de aprendizado, criação e encontro.”, afirmou Maria Júlia.

A intenção, segundo Maria Júlia, é que a oficina seja realizada anualmente e possa alcançar outras escolas de Areia. Os trabalhos produzidos pelos estudantes nesta primeira experiência serão expostos inicialmente nas instituições participantes. A proposta é ampliar a iniciativa para outras escolas do município, permitindo que novos alunos conheçam o Memorial da Solidariedade e também expressem, por meio da arte, suas percepções sobre a história do Engenho Triunfo.

A ação integra o conjunto de atividades desenvolvidas a partir do Memorial da Solidariedade, fortalecendo a relação entre arte, educação, memória e patrimônio cultural de Areia.

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