Quem prestigiou a abertura na manhã deste 01 de agosto do Memorial da Solidariedade no Engenho Triunfo pôde testemunhar muita emoção e gestos de complacência. Numa cerimônia simples, os presentes puderam ouvir a diretora executiva do Parque Engenho Triunfo, Maria Júlia Baracho, contar o que motivou a construção do Memorial. Nasceu de uma dor, de quem passou por um enorme trauma e renasceu como fênix. Em março de 2024, um dos galpões do engenho incendiou. E a estrutura veio ao chão. Sobrando pouquíssimos objetos e uma foto de Maria Júlia com uma poesia forte que ela escreveu ainda na adolescência.
O momento também foi marcado pela apresentação de alunos de música do Sesc Paraiba.
Foi uma manhã tocante, regada por memória, resiliência e empatia.

O Memorial da Solidariedade reúne objetos resgatados do incêndio, imagens de santos que Maria Júlia ganhou como apoio espiritual para o recomeço e fotografias do incêndio e do Engenho.
Essa história difícil tende a ser recontada por meio do memorial, para que cada visitante compreenda que é possível se levantar das cinzas, com a ajuda de amigos , parentes e até desconhecidos, e dar início a um novo capítulo, de boas expectativas.
O Memorial da Solidariedade foi construído com recursos do incentivo fiscal ICMS Cultural, por meio da Secretaria de Cultura do Estado da Paraiba e do Mix Mateus.
O novo espaço passa a funcionar no horário do Engenho Triunfo.
“Foi muito importante poder confar com pessoas que surgiram como anjos para que pudéssemos nos reerguer. E hoje temos esse equipamento e espero que seja usado por visitantes, estudantes e por aqueles que estiveram aqui naquele 10 de março e contribuíram de alguma forma para tudo ser transformado em história. Meu agradecimento a todos pelo apoio e por essa nova etapa do Engenho Triunfo,” reforçou Maria Júlia.
















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